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| a tarefa do terapeuta | por Cris Boog |
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Como ajudar a pessoa
que está na sua frente, em seu consultório ou sala de
atendimento, a melhorar, a sarar, a se curar? Segundo a Cabala, não podemos realmente 'ajudar' os outros, quem ajuda á a Luz. Somos apenas canais. Como pessoas e como terapeutas.
Como terapeutas, precisamos entender que essa pessoa a qual chamamos de cliente,
é um espelho nosso. Espelho no sentido místico. Isso quer dizer que ela está
refletindo aspectos nossos, que precisariam estar trabalhados, para podermos
devolver para a pessoa, um reflexo de luz. Um terapeuta consciente oferece
naturalmente ao cliente referenciais positivos.
Olhemos
então para o nosso interior. Quais as nossas partes obscuras? Quais os recôncavos
de nossa personalidade que precisam ser explorados, iluminados, transformados? O
que precisamos fazer para dar o próximo passo em direção à nossa cura
pessoal? Harmonização interna é necessária.
Existe
um outro aspecto dentro dessa função de ser terapeuta, que é a capacidade de
“entrar” dentro da outra pessoa, e “pescar” a questão que precisa ser
trabalhada. Isso é uma arte. Sempre invoco meus guias e mestres da Luz e Anjos
que fazem o trabalho de mostrar o que está oculto, escondido, pronto para ser
transformado.
Amor
é um elemento essencial também, dentro desse processo. O terapeuta tem que
estar em estado de amor, de aceitação e de comunhão com o cliente. Vamos nos
lembrar que em estado de amor, estabelecemos limites saudáveis. Isto quer dizer
que ensinamos através do exemplo, porque terapia é também educação.
É
muito interessante também observarmos o que essa pessoa provoca em nós. Muitas
vezes conseguimos chaves importantes sobre a pessoa, observando o nosso
interior, em relação a ela.
Há
ainda um aspecto que é o de sermos responsáveis e sabermos realmente sobre
aquilo que estamos falando. Se trabalhamos com florais, vamos nos manter
atualizados, vamos conhecê-los com profundidade. O conhecimento também é
importante.
Precisamos
ainda ter a consciência de que muitas vezes, nós não podemos realmente ajudar
a outra pessoa. Às vezes ela está aí, mas não quer realmente ajuda. Às
vezes ela está apenas precisando desabafar e ir embora. Às vezes ela está
precisando apenas de um chá. Nessas ocasiões precisamos lidar com nossa onipotência,
com nosso ego, que tem um pouco a necessidade de ‘salvar’os outros. Existe sempre essa ponte entre terapeuta e cliente. O processo de terapia pede cuidado, discernimento, calma e muita dedicação pessoal. É um caminho trilhado a dois, que pode ser maravilhoso, revelador e curativo. |