Os textos abaixos são artigos pequenos que escrevi durante meses no Boog News, boletim eletrônico da Boog Associados... ( www.boog.com.br )

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Feliz Momento Presente

O 'começo do ano' traz uma certa energia de frescor, de novas possibilidades, de novas chances...Mas, na verdade, se pararmos um pouco para refletir, não existe 'começo do ano', ou 'final do ano'...Exite sim o momento presente, esteja ele localizado em janeiro ou em dezembro. E é no momento presente que estão contidas todas as possibilidades humanas, desde a realização até a frustração, e é nele que residem, magicamente, todas as respostas para as nossas perguntas. Me lembro de uma aula na faculdade em que aprendemos que a pessoa que está presa ao passado ou ao futuro não vive verdadeiramente...está sempre lembrando da época em que foi feliz, ou esperando algo para sua vida melhorar. Então, é com esse intuito que gostaria de desejar a todos um Feliz Momento Presente (localizado em janeiro). E que em todos os momentos presentes do ano possamos mergulhar dentro de nós mesmos e da vida, com o nosso melhor, abertos à mudanças e transformações, ao amor e a cura...


Propósito

Gostaria de me aprofundar um pouco no tema que citei semana passada, sobre o 'dimer' interior.
O dimer, que é um dispositivo que colocamos no lugar de um interruptor, tem a função de regular a quantidade de luz que um determinado ambiente receberá. Podemos fazer uma analogia com a nossa vida. Podemos optar conscientemente por deixar nossa vida plenamente iluminada, através de nossas escolhas.
Uma amiga minha, que é produtora dos Florais do Deserto do Arizona, diz que nossas escolhas ficam muito mais fáceis quando temos um propósito claro e definido.
Por exemplo, se meu propósito é me vingar de todas as pessoas que me prejudicaram na vida, todas as minhas escolhas vão ter um caráter destrutivo, vou sempre sentir um gosto amargo, e dificilmente atigirei a paz interior, mesmo se meu propósito for atingido.
Mas citemos um exemplo mais positivo. Vamos supor que o meu propósito seja me amar incondicionalmente. Que escolhas farei ? Certamente as melhores e mais adequadas para meu crescimento interior. E com certeza outras pessoas certamente serão contagiadas pelo alto astral resultante de minhas atitudes. Escolherei conviver com pessoas entusiasmadas e positivas, certamente comerei somente o que me faz bem, e freqüentarei ambientes que sejam ótimos para mim.
É uma questão de aumentar o meu 'dimer', clarear o meu espaço interior, deixar os sentimentos negativos darem espaço aos positivos, e agir de acordo com meu propósito.
Vale dizer que de tempos em tempos podemos reavaliar e quem sabe até mudar o propósito que temos em nossas vidas.


O Poder da Cabala

Li um livro recentemente que me fascinou.  O Poder da Cabala, por Rabi Yehuda Berg. Uma leitura muito interessante, que traz uma incrível dose de sabedoria para a vida. Recheado de exemplos práticos e muito profundo. Uma das coisas que me tocou muito foi um capítulo denominado O Princípio da Certeza. Segundo os cabalistas, é necessário injetar certeza absoluta em situações desafiadoras. Certeza de que? De que a Luz está sempre presente. (Por Luz entende-se Deus, no sentido mais amplo da palavra). É aquela certeza que temos quando olhamos para os olhos de uma criança, aquela confiança interna de que está tudo bem, mesmo que aparentemente as coisas pareçam caóticas.
Aquela certeza interior, que nos aponta um caminho alternativo, que nos indica a luz no fim de um túnel difícil de se atravessar, e nos transmite a consciência de que existem lições a serem aprendidas em cada situação...E quando não pegamos a lição, a vida nos oferece mais desafios semelhantes...estamos numa sala de aula cósmica! A vida é uma experiência apaixonante....Se estivermos com algum tipo de dificuldade, vamos nos entregar um pouco a essa Força...vamos realmente Entender o que significa cada evento, vamos nos livrar do papel de vítimas e assumir uma postura mais positiva, ou proativa, segundo os ensinamentos da cabala.


Jim Carrey

Ontem assisti a um filme bastante interessante..'Eu, Eu mesmo e Irene', com o engraçado Jim Carrey...
A história é de um rapaz aparentemente bem sucedido na vida, que tem como característica emocional a não elaboração de sentimentos...Em outras palavras, ele passa a vida 'engolindo sapos', e é considerado trouxa pelos colegas e pela sociedade em geral.
Até que ele desenvolve uma dupla personalidade, e passa a ser considerado esquizofrênico, deixando escapar, em momentos desafiantes, seu 'outro lado', o raivoso, reativo e explosivo, que fora reprimido até então...
Esse filme me pareceu uma analogia do comportamento humano em geral... Todos nós temos esses dois lados, não é mesmo? Lógico que em graus muito menores, ou menos evidentes. Me lembrei do livro 'O Poder da Cabala', que já mencionei nessa coluna...Um dos princípios da Cabala, segundo o autor, é nunca colocar a culpa nas outras pessoas, nunca reagir negativamente. Isso é muito sério. A nossa postura de vítima na vida é muito mais arraigada e profunda do que imaginamos... No filme, o personagem de Jim Carrey consegue integrar seus dois lados..
Precisamos sempre nos remeter à origem de nossos conflitos, somos nós mesmos que os criamos, no presente, ou no passado...  O bom disso tudo é que sempre crescemos quando assumimos a responsabilidade pela nossa vida, aprendendo com com os erros, entendendo os porquês mais sutis das situações, e seguindo em frente, para a próxima etapa de desenvolvimento pessoal.


Liberando a mágoa

Resolvi escolher esse tema da mágoa para colocar na coluna de hoje, porque ele está presente em todos nós, como pessoas e como coletividade. Muitas vezes não nos damos conta da quantidade de 'má água' (mágoa) que guardamos em algum lugarzinho escondido do peito. Às vezes temos más lembranças de alguma pessoa, e não conseguimos e nem queremos perdoá-la. Podemos guardar esse rancor por anos, décadas. Às vezes passa-se a raiva para outras pessoas, para crianças, e, aos poucos, vamos criando e alimentando esse sentimento tão negativo, que só causa dor e destruição. Lembro-me perfeitamente do primeiro dia de aula na faculdade de Psicologia. O professor falava sobre algum assunto da matéria, quando disse algo mais ou menos assim: 'Se alguém um dia não estiver prestando atenção na aula, e estiver cabisbaixo ou distraído; eu, como professor tenho que entender que essa pessoa pode estar com algum problema pessoal. Não quer dizer que eu não sou um bom professor.' E ele realmente era um ótimo professor. Precisamos entender que cada pessoa possui problemas, assim como qualidades, defeitos, virtudes e vícios. Esse entendimento precisa acontecer dentro de nós, para liberarmos mágoas que insistem em permancer lá dentro, ditando o nosso comportamento e as nossas atitudes, e certamente, nos prejudicando.
A leveza e a felicidade que resultam de um perdão genuíno são imensas e duradouras. E maravilhosamente libertadoras.


Listras

Uma vez, numa prova de vestibular, vi um texto muito interessante, que não tenho na íntegra, mas lembro  que era algo mais ou menos assim: "Um dia, perguntei a uma zebra se ela era um animal branco com listas pretas ou um animal preto com listas brancas. E ela me respondeu: Você é um ser alegre com momentos tristes ou é um ser triste com momentos alegres? Você é uma pessoa agitada com momentos calmos ou uma pessoa calma com momentos agitados...e assim por diante, até que eu resolvi não mais perguntar a uma zebra sobre listras..."
Esse texto sempre me fez além de rir, refletir bastante. Porque não somos seres absolutos, e cada momento pede um aspecto diferente nosso. Por exemplo, na música. Sei que em determinados momentos da caminhada é a Elis Regina que me conduz a um estado de espírito melhor. Outras vezes só Mozart é que me faz vibrar. Temos que saber reconhecer os momentos diferentes, isso é bíblico...'hora para falar e hora para calar...'
A vida é assim.


O Centésimo Macaco 

Conta-se que um macaco que morava em uma ilha, certa vez descobriu que sempre comia um pouco de areia juntamente com a batata, seu alimento diário. Resolveu então, lavar a batata, tornando a refeição mais agradável. Esse macaco ensinou um outro macaco a também lavar sua batata, e esse por sua vez ensinou a um terceiro. Conta-se que quando o centésimo macaco da ilha aprendeu a lavar a batata antes de degustá-la, os outros macacos, habitantes de outras ilhas, automaticamente adquiriram esse conhecimento. Isto é, o conhecimento se alastrou magicamente, talvez por outros níveis, para todos os macacos de todas as ilhas. Esse mito é bastante utilizado dentro da área esotérica. 
Temos um pouco a tendência a acreditar que temos muito pouco a contribuir com o mundo. Bobagem...! Acredito que nem temos noção da nossa capacidade e poder de disseminar energia  positiva pelo mundo... Disseram-me uma vez, que o pensamento dá a volta no planeta 7 vezes, em apenas um segundo. Se tivermos, por exemplo, com pensamentos de vingança, essa energia irá  'esbarrar' com vários outros pensamentos vingativos de outras pessoas, engrossando a corrente de vingança no mundo. (sim, nós temos esse poder)
Claro que o contrário também é verdadeiro. Pensamentos claros, luminosos e positivos ajudam a aumentar a positividade global. E muito! É que estamos acostumados a pensar somente no imediato. Os índios norte-americanos dizem que todas as nossas ações repercutem nas próximas sete gerações. Mais uma vez fica comprovada a imortância de cuidarmos e nos conscientizarmos que a positividade gera positividade.

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