Os textos abaixos são artigos pequenos que escrevi durante meses no Boog News, boletim eletrônico da Boog Associados... ( www.boog.com.br )

| home | artigos | atendimentos | cabala | contato | cursos | currículo | emailflorais | links | reiki | textos |

Somos seres em transformação

Tenho uma pergunta na cabeça há bastante tempo...O ser humano muda ou não muda com o passar dos anos? Lembro-me de uma amiga na época da faculdade que uma vez me disse: 'As pessoas sempre continuam as mesmas. Elas não mudam nunca.'
Por outro lado, vejo tantas pessoas do meu convívio crescendo, se transformando, evoluindo...
Fiquei alguns anos com esse dilema na cabeça. Mudamos ou não mudamos? Crescemos ou não crescemos?
Recentemente cheguei a uma solução para a minha questão.
Sinto que existem partes nossas que sempre precisarão de atenção. São nossas dores mais arraigadas, nossos 'calos'. Aquelas reações emocionais que precisam ser adestradas. Para isso é necessário um pouco de disciplina. Essa é a nossa parte que, se não for ouvida e trabalhada, não mudará.
E, como somos seres em evolução, temos outras partes que mudam mais facilmente. Por exemplo, temos a capacidade de aprender uma outra língua, de aprender a nos doarmos mais, a termos mais compaixão, a sermos mais pacientes, etc... Somos pura transformação...
A única parte nossa que não precisa de mudança é o nosso Espírito, que é perfeito e divino, luminoso e eterno...


Nosso novo tempo

Tenho reparado que estamos em um outro momento histórico. A ‘nova era’ já entrou. A maioria dos meios de comunicação já se atualizou ou está se atualizando em relação aos temas da medicina alternativa, do esoterismo e da espiritualidade. Já vi artigos sobre florais na revista Claudia. Que bom!
A medicina também está, aos poucos, entendendo a importância da espiritualidade. Outro dia, numa consulta de rotina com um cardiologista do Incor, ele chegou a me recomendar  Reiki, ou Tai Chi, ou Yoga. Achei o máximo. Segundo e médico, essas técnicas auxiliam muito na melhoria da qualidade de vida. Que bom ouvir isso de um médico! (E que moderna está a medicina!)
A política com certeza também está sentindo a  força dessa onda de energia positiva. Todas essas CPIs com certeza estão começando a fazer uma limpeza, e esperamos que a faxina aconteça com intensidade, para podermos ter de volta a dignidade básica do brasileiro.
Mesmo que todos esses processos sejam um pouco lentos, eles estão acontecendo. E é isto o que importa. E o planeta precisa da colaboração de todos. Há muito o que fazer.
Cada pessoa representa uma infinitude de possibilidades para a melhoria do todo. As atitudes pequenas são importantes. As atitudes grandes são importantes. Tudo o que resulta em Paz, Entendimento, Amor, Saúde e Cura para si, certamente afetará positivamente os outros e o mundo.


O Caminho para Dentro

Existe um tom sagrado nesse título, que me veio à cabeça...O caminho para dentro. Porque a vida tem sido muito Para fora, na maioria das vezes, e para a maioria das pessoas. Agora por exemplo. Eu estava sentindo o tradicional tédio de sexta feira no fim da tarde (é o dia que estou escrevendo isso). E uma certa agitação, misturada com cansaço. Comecei a pensar um monte de coisas... ‘vou escrever alguns emails’,  ‘vou procurar algum texto interessante’, ‘o que será que eu tenho que fazer para melhorar determinada situação’, ‘o que será que vai acontecer na minha vida’...; e um monte de pensamentos que nesse momento não me são úteis, porque estou fisicamente cansada. Quando subitamente tive um momento de quietude da mente e me veio uma intuição. ‘vá para casa fazer seus exercícios de dança’. É exatamente o que estou precisando nesse momento. Depois de relaxar o corpo e me soltar, aí darei o próximo passo, que ainda não sei qual será.
Bom isso. 
Cada coisa a seu tempo. Estar presente no momento presente. Saber nos dar o melhor para nós mesmos. O melhor que estiver ao nosso alcance. Sempre temos a resposta, não é mesmo? É só se aquietar, e dar um passo para dentro...


O Rio e a busca da Verdade

Às vezes aprendemos coisas interessantes na TV. Esses dias eu estava assistindo a um programa de esportes radicais, e um rapaz estava contando sobre sua experiência de descer corredeiras de rios em um caiaque. Muito interessante.
Ele diz que vivencia a Verdade no rio, através desse esporte, e que a única vez que tinha vivenciado a Verdade na vida foi na ocasião do nascimento de seus filhos. Logo após essa colocação, começou a explicar que para conseguir descer o rio ele precisava fazer um traçado imaginário do seu caminho, e não se desviar, para não cair em um turbilhão. E que se por algum motivo isso acontecer, ele não pode sentir medo, porque não há tempo para o medo,  mesmo que a água esteja prestes a lhe afundar definitivamente. Ele precisa remar contra o fluxo, em um grande esforço para apontar o caiaque em uma direção onde a própria água lhe tire do turbilhão, naturalmente.
Que bela metáfora para a vida! precisamos nos manter no caminho, sintonizados com o fluxo natural das coisas, talvez com a ajuda de alguma prática espiritual, para não afundarmos nos turbilhões / crises.
E é claro que eventualmente caímos em um, mas com sabedoria e sem medo, conseguimos sair.


Cadê minha ansiedade?

Hoje estava conversando com uma amiga que começou a tomar florais recentemente, e ela me contou que está fazendo regime e que, quando começou a tomar os florais percebeu que estava sem a ansiedade que normalmente carrega consigo, em relação ao regime. Ela levou quase um susto, e se perguntou: 'Ué? Cadê a minha ansiedadade?'
Achei bastante divertida essa história, que me fez lembrar de uma aula na faculdade (estou sempre me lembrando de aulas da faculdade...)
Bom, na dita aula, o professor estava falando sobre como nos acostumamos com as coisas negativas...O costume fica tão arraigado que chegamos a sentir falta das mesmas, quando nos libertamos delas.
Por exemplo, uma mulher que apanha do marido todos os dias. Um sofrimento enorme. Ela entra para uma terapia e resolve se separar. Então ela 'perde' a surra diária. E fica um vazio.
Porque certamente algo em seu psiquismo atraía uma situação tão humilhante, e tendo curado esse algo antigo, enquanto não entra uma coisa nova, fica-se no vazio, que é uma fase muito importante em todas as transformações.
E é através do ficar em paz com esse vazio é que podemos escutar novas vozes e enxergar novas cores na vida..


Por que falamos o que falamos?

Muitas vezes paro para pensar, (e isso me alivia muito), sobre os reais motivos que levam as pessoas, de uma maneira geral, a falar as coisas.  E me incluo no meio disso.
Muitas vezes fazemos comentários maldosos, porque ouvimos alguém fazer o mesmo comentário momentos antes, e nos sentimos como que ‘poderosos’ repetindo algo que só traz  negatividade.
Por exemplo, ontem ouvi várias pessoas falando mal do Rubinho Barrichello. Meu Deus! Se levarmos em conta que as palavras têm poder, imaginem o tamanho da carga negativa que o rapaz recebeu...
No outro lado da moeda, temos uma imensa capacidade de espalhar, literalmente, otimismo, construtividade e energia positiva pelo mundo. Pelo mundo inteiro mesmo. Porque todas as palavras que emitimos pairam no ar. Permanecem e reverberam...
Como é gostoso sentir-se bem, após um papo amigável. Como é bom receber um elogio sincero de alguém..Que gratificante é reconhecer o lado bom dos outros. Por exemplo, falar para quem fez o almoço que a comida estava  divina, agradecer ao seu subordinado por ter te esperado, falar para sua amiga que o cabelo dela está lindo, e isso tudo de uma maneira sincera e natural, e sem esperar retribuição.
Isso é mágico!
Os índios norte americanos dizem que todas as nossas ações têm repercussão nas próximas sete gerações...

Muito amor para todos!


Espontaneidade 

Semana passada, fui ao cinema assistir ao filme ‘Do que as mulheres gostam’, estreado por Mel Gibson. O que eu gostei nessa história é que o personagem principal, tendo sofrido um pequeno acidente,  passa a ‘ler’ os pensamentos das mulheres. É hilariante, mas também muito profundo.
Porque na maioria das vezes, não falamos o que pensamos.
Obviamente, nem todos os nossos pensamentos tem que ser expressos. Mas seria muito bom prestarmos atenção ao enorme fluxo de comunicação saudável que fica estagnada em algum lugar dentro de nós.
Essa é uma característica um pouco cultural. Não fomos ‘treinados’ para colocar as nossas verdades para os outros, de uma forma clara e natural... muitas vezes sentimos vergonha e culpa. E julgamos os nossos sentimentos como sendo ‘maus’. E engolimos.... Espontaneidade é uma qualidade divina!
Para isso, precisamos dar um pequeno e ao mesmo tempo gigantesco passo. Deixar que as palavras saiam do coração. Expressá-las sem medo. E com Verdade. Sem se esconder.  Difícil né? Mas tenho certeza de que os outros podem se beneficiar, e muito, com o que temos a dizer! Todos temos tesouros internos a serem compartilhados...basta começar..e fluir....

Favor citar a autora (Cris Boog) e a fonte ( www.boog.com.br ) em caso de divulgação, obrigada.