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Somos
seres em transformação
Tenho
uma pergunta na cabeça há bastante tempo...O
ser humano muda ou não muda com o passar dos anos?
Lembro-me
de uma amiga na época da faculdade que uma vez me disse: 'As pessoas
sempre continuam as mesmas. Elas não mudam nunca.'
Por outro lado, vejo tantas pessoas do meu convívio crescendo, se
transformando, evoluindo...
Fiquei alguns anos com esse dilema na cabeça. Mudamos ou não mudamos?
Crescemos ou não crescemos?
Recentemente cheguei a uma solução para a minha questão.
Sinto que existem partes nossas que sempre precisarão de atenção. São
nossas dores mais arraigadas, nossos 'calos'. Aquelas reações
emocionais que precisam ser adestradas. Para isso é necessário um
pouco de disciplina. Essa é a nossa parte que, se não for ouvida e
trabalhada, não mudará.
E,
como somos seres em evolução, temos outras partes que mudam mais
facilmente. Por exemplo, temos a capacidade de aprender uma outra língua,
de aprender a nos doarmos mais, a termos mais compaixão, a sermos mais
pacientes, etc... Somos pura transformação...
A
única parte nossa que não precisa de mudança é o nosso Espírito,
que é perfeito e divino, luminoso e eterno...
Nosso
novo tempo
Tenho
reparado que estamos em um outro momento histórico. A ‘nova era’ já
entrou. A maioria dos meios de comunicação já se atualizou ou está
se atualizando em relação aos temas da medicina alternativa, do
esoterismo e da espiritualidade. Já vi artigos sobre florais na revista
Claudia. Que bom!
A medicina também está, aos poucos, entendendo a importância da
espiritualidade. Outro dia, numa consulta de rotina com um cardiologista
do Incor, ele chegou a me recomendar
Reiki, ou Tai Chi, ou Yoga. Achei o máximo. Segundo e médico,
essas técnicas auxiliam muito na melhoria da qualidade de vida. Que bom
ouvir isso de um médico! (E que moderna está a medicina!)
A política com certeza também está sentindo a
força dessa onda de energia positiva. Todas essas CPIs com
certeza estão começando a fazer uma limpeza, e esperamos que a faxina
aconteça com intensidade, para podermos ter de volta a dignidade básica
do brasileiro.
Mesmo que todos esses processos sejam um pouco lentos, eles estão
acontecendo. E é isto o que importa. E o planeta precisa da colaboração
de todos. Há muito o que fazer.
Cada pessoa representa uma infinitude de possibilidades para a melhoria
do todo. As atitudes pequenas são importantes. As atitudes grandes são
importantes. Tudo o que resulta em Paz, Entendimento, Amor, Saúde e
Cura para si, certamente afetará positivamente os outros e o mundo.
O Caminho para Dentro
Existe
um tom sagrado nesse título, que me veio à cabeça...O caminho para
dentro. Porque a vida tem sido muito Para fora, na maioria das vezes, e
para a maioria das pessoas. Agora por exemplo. Eu estava sentindo o
tradicional tédio de sexta feira no fim da tarde (é o dia que estou
escrevendo isso). E uma certa agitação, misturada com cansaço.
Comecei a pensar um monte de coisas... ‘vou escrever alguns emails’,
‘vou procurar algum texto interessante’, ‘o que será que
eu tenho que fazer para melhorar determinada situação’, ‘o que será
que vai acontecer na minha vida’...; e um monte de pensamentos que
nesse momento não me são úteis, porque estou fisicamente cansada.
Quando subitamente tive um momento de quietude da mente e me veio uma
intuição. ‘vá para casa fazer seus exercícios de dança’. É
exatamente o que estou precisando nesse momento. Depois de relaxar o
corpo e me soltar, aí darei o próximo passo, que ainda não sei qual
será.
Bom isso.
Cada coisa a seu tempo. Estar presente no momento presente. Saber nos
dar o melhor para nós mesmos. O melhor que estiver ao nosso alcance.
Sempre temos a resposta, não é mesmo? É só se aquietar, e dar um
passo para dentro...
O
Rio e a busca da Verdade
Às
vezes aprendemos coisas interessantes na TV. Esses dias eu estava
assistindo a um programa de esportes radicais, e um rapaz estava
contando sobre sua experiência de descer corredeiras de rios em um
caiaque. Muito interessante.
Ele diz que vivencia a Verdade no rio, através desse esporte, e que a
única vez que tinha vivenciado a Verdade na vida foi na ocasião do
nascimento de seus filhos. Logo após essa colocação, começou a
explicar que para conseguir descer o rio ele precisava fazer um traçado
imaginário do seu caminho, e não se desviar, para não cair em um
turbilhão. E que se por algum motivo isso acontecer, ele não pode
sentir medo, porque não há tempo para o medo, mesmo que a água esteja prestes a lhe afundar
definitivamente. Ele precisa remar contra o fluxo, em um grande esforço
para apontar o caiaque em uma direção onde a própria água lhe tire
do turbilhão, naturalmente.
Que bela metáfora para a vida! precisamos nos manter no caminho,
sintonizados com o fluxo natural das coisas, talvez com a ajuda de
alguma prática espiritual, para não afundarmos nos turbilhões /
crises.
E é claro que eventualmente caímos em um, mas com sabedoria e sem
medo, conseguimos sair.
Cadê
minha ansiedade?
Hoje estava conversando com uma amiga que começou a tomar florais
recentemente, e ela me contou que está fazendo regime e que, quando
começou a tomar os florais percebeu que estava sem a ansiedade que
normalmente carrega consigo, em relação ao regime. Ela levou quase um
susto, e se perguntou: 'Ué? Cadê a minha ansiedadade?'
Achei bastante divertida essa história, que me fez lembrar de uma aula
na faculdade (estou sempre me lembrando de aulas da faculdade...)
Bom, na dita aula, o professor estava falando sobre como nos acostumamos
com as coisas negativas...O costume fica tão arraigado que chegamos a
sentir falta das mesmas, quando nos libertamos delas.
Por exemplo, uma mulher que apanha do marido todos os dias. Um
sofrimento enorme. Ela entra para uma terapia e resolve se separar. Então
ela 'perde' a surra diária. E fica um vazio.
Porque certamente algo em seu psiquismo atraía uma situação tão
humilhante, e tendo curado esse algo antigo, enquanto não entra uma
coisa nova, fica-se no vazio, que é uma fase muito importante em todas
as transformações.
E é através do ficar em paz com esse vazio é que podemos escutar
novas vozes e enxergar novas cores na vida..
Por
que falamos o que falamos?
Muitas
vezes paro para pensar, (e isso me alivia muito), sobre os reais motivos
que levam as pessoas, de uma maneira geral, a falar as coisas.
E me incluo no meio disso.
Muitas vezes fazemos comentários maldosos, porque ouvimos alguém fazer
o mesmo comentário momentos antes, e nos sentimos como que
‘poderosos’ repetindo algo que só traz
negatividade.
Por exemplo, ontem ouvi várias pessoas falando mal do Rubinho
Barrichello. Meu Deus! Se levarmos em conta que as palavras têm poder,
imaginem o tamanho da carga negativa que o rapaz recebeu...
No outro lado da moeda, temos uma imensa capacidade de espalhar,
literalmente, otimismo, construtividade e energia positiva pelo mundo.
Pelo mundo inteiro mesmo. Porque todas as palavras que emitimos pairam
no ar. Permanecem e reverberam...
Como é gostoso sentir-se bem, após um papo amigável. Como é bom
receber um elogio sincero de alguém..Que gratificante é reconhecer o
lado bom dos outros. Por exemplo, falar para quem fez o almoço que a
comida estava divina,
agradecer ao seu subordinado por ter te esperado, falar para sua amiga
que o cabelo dela está lindo, e isso tudo de uma maneira sincera e
natural, e sem esperar retribuição.
Isso é mágico!
Os índios norte americanos dizem que todas as nossas ações têm
repercussão nas próximas sete gerações...
Muito
amor para todos!
Espontaneidade
Semana
passada, fui ao cinema assistir ao filme ‘Do que as mulheres
gostam’, estreado por Mel Gibson. O que eu gostei nessa história é
que o personagem principal, tendo sofrido um pequeno acidente, passa
a ‘ler’ os pensamentos das mulheres. É hilariante, mas também
muito profundo.
Porque na maioria das vezes, não falamos o que pensamos.
Obviamente, nem todos os nossos pensamentos tem que ser expressos. Mas
seria muito bom prestarmos atenção ao enorme fluxo de comunicação
saudável que fica estagnada em algum lugar dentro de nós.
Essa é uma característica um pouco cultural. Não fomos
‘treinados’ para colocar as nossas verdades para os outros, de uma
forma clara e natural... muitas vezes sentimos vergonha e culpa. E
julgamos os nossos sentimentos como sendo ‘maus’. E engolimos....
Espontaneidade é uma qualidade divina!
Para
isso, precisamos dar um pequeno e ao mesmo tempo gigantesco passo.
Deixar que as palavras
saiam do coração. Expressá-las sem medo. E com Verdade. Sem se
esconder. Difícil
né? Mas tenho certeza de que os outros podem se beneficiar, e muito,
com o que temos a dizer! Todos temos tesouros internos a serem
compartilhados...basta começar..e fluir.... |