| Contos Orientais |

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| Bambu longo, bambu curto |

Certa vez, durante uma palestra, um monge perguntou a um mestre Zen:
"Qual o significado fundamental do Budismo?"
O mestre disse:
"Ao final da palestra fique aqui sozinho comigo que eu lhe explicarei."
Imaginando que algo muito importante lhe seria revelado, o monge esperou impaciente o fim da prele磯. Quando todos sa�m, ele perguntou ansioso:
"Ent㯬 responder-me-᳠agora?"
"Siga-me," disse o mestre e levantou-se. Conduziu o monge ao belo jardim aos fundos do templo, apontou para o bosque de bambus e disse:
"Este bambu 頬ongo, aquele 頣urto."

| Duelo de ChἯb> |

Um mestre da cerim do chᠮo antigo Jap㯠certa vez acidentalmente ofendeu um soldado, ao distraidamente desdenh᭬o quando ele pediu sua aten磯. Ele rapidamente pediu desculpas, mas o altamente impetuoso soldado exigiu que a quest㯠fosse resolvida em um duelo de espadas. O mestre de chᬠque n㯠tinha absolutamente nenhuma experiꮣia com espadas, pediu o conselho de um velho amigo mestre Zen que possu�tal habilidade. Enquanto era servido de um chᠰelo amigo, o espadachim Zen n㯠p䥠evitar notar como o mestre de chᠥxecutava sua arte com perfeita concentra磯 e tranq쩤ade.
"Amanh㬦quot; disse o mestre Zen, "quando vocꠤuelar com o soldado, segure sua arma sobre sua cabe硠como se estivesse pronto para desferir um golpe, e encare-o com a mesma concentra磯 e tranq쩤ade com que vocꠥxecuta a cerim do chᦱuot;.
No dia seguinte, na exata hora e local escolhidos para o duelo, o mestre de chፊseguiu seu conselho. O soldado, tamb魠jᠰronto para atacar, olhou por muito tempo em silꮣio para a face totalmente atenta por魠suavemente calma do mestre de chᮠFinalmente, o soldado lentamente abaixou sua espada, desculpou-se por sua arrog⮣ia, e partiu sem ter dado um 飯 golpe.


| Sॳtou aqui de Passagem... |

Em visita ao Nepal, um jovem turista americano foi visitar um monge budista. Ao entrar em seus Aposentos, percebeu que n㯠havia nada al魠de livros e velas.
- Onde est㯠suas coisas? - O jovem perguntou. - Que coisas? - ele respondeu. - Ora, sua mob�a, roupas, equipamentos, sei lᬠsuas coisas. - E onde est㯠as suas? - O monge perguntou. O jovem olhou surpreso para ele. - Onde est㯠minhas coisas? Eu sॳtou aqui de passagem.

- Eu tamb魡!!!!!!!!!!

 

| O Aperfei篡mento Pessoal |

Um praticante certa vez perguntou a um mestre Zen, que ele considerava muito sᢩo:
"Quais s㯠os tipos de pessoas que necessitam de aperfei篡mento pessoal?"
"Pessoas como eu." Comentou o mestre. O praticante ficou algo espantado:
"Um mestre como o senhor precisa de aperfei篡mento?"
"O aperfei篡mento," respondeu o sᢩo, "nada mais 頤o que vestir-se, ou alimentar-se..."
"Mas," replicou o praticante, "fazemos isso sempre! Imaginava que o aperfei篡mento significasse algo mais profundo para um mestre."
"O que achas que fa篠todos os dias?" retrucou o mestre. "A cada dia, buscando o aperfei篡mento, fa篠com cuidado e honestidade os atos comuns do cotidiano. Nada 頭ais profundo do que isso."

 

| Transitoriedade |

Certa vez, uma pequena onda do oceano percebeu que ela n㯠era igual ೠoutras ondas e disse:
- Como sofro! Sou pequena, e vejo tantas ondas maiores e mais poderosas do que eu! Sou na verdade desprez�l e feia, sem for硠e in鬮..
Outra onda do oceano lhe escutou e disse:
- Tu sofres porque n㯠percebes a transitoriedade das formas, e n㯠enxergas tua natureza original. Anseias ego�icamente por aquilo que n㯠鳬 e mergulhas em autopiedade!
- Mas, - replicou a pequena onda - se n㯠sou realmente uma pequena onda, o que sou?
- Ser onda 頴emporᲩo e relativo. N㯠鳠onda, 鳠᧵a!
- gua? E o que 頡gua?
- Usar palavras para descrev꭬a n㯠vai levar-te ࠣompreens㯮 Contemples a transitoriedade ࠴ua volta, tenhas coragem de reconhecer esta transitoriedade em ti mesma. Tua essꮣia 頡gua, e quando finalmente vivenciares isso, deixar᳠de sofrer com tua eg飡 insatisfa磯...


| O tesouro em casa |

Um dia, um jovem chamado Yang Fu deixou sua fam�a e lar para ir a Sze-Chuan visitar o Bodhisattva Wu-Ji. Ele sonhou que junto ౵ele mestre poderia encontrar um grande tesouro de sabedoria. Quando jᠳe encontrava ೠportas da cidade, ap㠵ma longa viajem cheia de aventuras, encontrou um velho senhor. Este lhe perguntou:
"Onde vais, jovem?"
"Vou estudar com Wu-Ji, o Bodhisattva." - respondeu o rapaz.
"Em vez de buscar um Bodhisattva, 頭ais maravilhoso encontrar Buddha."
Excitado com a perspectiva de encontrar o Grande Mestre, disse Yang Fu:
"Oh! Sabes onde encontr᭬o?!"
"Voltes para casa agora mesmo. Quando lᠣhegares, encontrar᳠uma pessoa usando uma manta e chinelos trocados, que lhe cumprimentarᮠEssa pessoa 頯 Buddha."
O rapaz pensou, aterrado: "Como posso retornar agora, quando estou ್ portas do meu objetivo? Eu teria que confiar muito no que este simples velho me diz". Ent㯠Yang Fu teve uma forte intui磯 de que aquele simples homem ࠳ua frente era algu魠de grande sabedoria. Num impulso, voltou-se para a estrada, sem jamais ter encontrado Wu-Ji. Ele retornou o mais rᰩdo que pode, ansioso pela vontade de encontrar Buddha. Chegou em casa tarde da noite, e sua amorosa m㥬 em meio ࠡlegria e pressa de abra硲 o filho que retornava ao lar, cobriu-se de uma manta usada e cal篵 seus chinelos trocados.
Olhando para sua m㥠desse modo, que vinha sorrindo e pronta a abra硭lo, Yang Fu atingiu o Satori. Este era o maior tesouro.

| Onde Come硠o Caminho? |

Um dia, um disc�lo foi ao mestre Kian-Fang e perguntou-lhe:
"Todas as dire絥s levam ao caminho de Buddha, mas apenas uma conduz ao Nirvana. Por favor, mestre, diga-me onde come硠este Caminho?"
O velho mestre fez um risco no ch㯠com seu bast㯠e disse:
"Aqui".


| Talvez |

Hᠵm conto Tao�a sobre um velho fazendeiro que trabalhou em seu campo por muitos anos. Um dia seu cavalo fugiu. Ao saber da not�a, seus vizinhos vieram visit᭬o."Que mᠳorte!" eles disseram solidariamente."Talvez," o fazendeiro calmamente replicou. Na manh㍊seguinte o cavalo retornou, trazendo com ele tr고outros cavalos selvagens. "Que maravilhoso!" os vizinhos exclamaram. "Talvez," replicou o velho homem. No dia seguinte, seu filho tentou domar um dos cavalos, foi derrubado e quebrou a perna. Os vizinhos novamente vieram para oferecer sua simpatia pela mᠦortuna. "Que pena," disseram."Talvez," respondeu o fazendeiro. No pr詭o dia, oficiais militares vieram ࠶ila para convocar todos os jovens ao servi篠obrigat⩯ no ex鲣ito, que iria entrar em guerra. Vendo que o filho do velho homem estava com a perna quebrada, eles o dispensaram. Os vizinhos congratularam o fazendeiro pela forma com que as coisas tinham se virado a seu favor. O velho olhou-os, e com um leve sorriso disse suavemente: "Talvez."